O amor é quente
Há uma tristeza
Que não contem tempo,
Não tem corpo, não tem cor
Persiste no ser
Mesmo que este se abandone
Tentando esquecer a dor
Quebra o espirito
Racha a vontade
Desfaz a esperança.
Cresce em si própria
Alimenta-se de pensamentos
da mente que habita
Torna-se demónio,
Grande, incontrolável.
Aparente assombro
Que engole a escuridão.
Tem todos os tamanhos,
Onde cabe o mundo e o universo
A brancura de luz
Por fina que seja
É delicada com ela
Acalma-a, acaricia-a
Abraça-a ternamente.
E por maior que seja
Eis a tristeza menor
Sem vontade de resistência
Embalada em amor
Frágil e impulsiva mas aquieta
Decresce na claridade.
Vencida as trevas,
Eis que a pequenita se recolhe.
Esconde-se e dorme,
Protegida no escudo,
Com brilho reluzente.
Esconde-se e dorme,
No sorriso de quem sorri.
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